Homenagem dia das Mãe

MÃE
Valdemar Augusto Angerami – Camon

Mãe, mainha, minha - mãe.
Essas eram as maneiras como
eu te chamava... e você nos momentos em
que a minha peraltice exigia simplesmente dizia:
“.. diacho de menino...”

Depois de muito sofrimento
Você se foi...
Restou um grande vazio e uma dor
inconsolável... tampouco era possível saber
A dimensão desse vazio...

Mãe,
Hoje senti tua presença junto a mim...
Não estou mais só... meu coração ficou banhado
de luz e tranqüilidade como nos tempos da
meninice... o coração pulsou de alegria como
naqueles dias em que pegávamos, na estação de trem,
a charrete que nos levava ao hospital para visitar a
Vó Elvira... a tua energia de vida, teus valores de
probidade e dignidade estão incrustados em meu ser...
você continuará comigo eu não mais caminharei sozinho...

Mainha,
Hoje o principal ensinamento que você me deu e
que torna minha alma muito rica novamente resplandeceu:
o respeito pelos humildes e o amor caritativo aos
humilhados e combalidos pela vida...

Você me ensinou
na prática um dos maiores ensinamentos universais
dados por Gandhi: “... se Deus tiver que aparecer a um
faminto ele se configura em um prato de comida...”
A tua generosidade com quem pedia um prato de
comida sempre foi comovente... inefável...inesquecível...
E assim é: tua morte nos separou, a minha nos unirá...

Mainha,
Essa noite meu coração exultará de alegria como nos
tempos da primeira infância quando adormecia nos
teus braços ouvindo as historinhas que você nos contava...
Hoje quero que você novamente me conte a história da
Festa da Dona Onça, que sempre foi a minha favorita...


A benção Minha Mãe
***

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